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A caneta de tinta permanenteO aparoO enchimentoOs materiaisOs tinteirosÉpocas e estilosO estado de conservação
A caneta de tinta permanente
- Corpo
- A parte que se segura na mão; contém o reservatório de tinta.
- Tampa
- Protege o aparo quando não se está a escrever. Diz-se que se «posta» a tampa quando esta é colocada na extremidade do corpo para escrever.
- Clip
- A pequena mola da tampa, que serve para prender a caneta ao bolso.
- Secção
- A parte do corpo, logo acima do aparo, onde se apoiam os dedos.
- Alimentador
- A peça colocada por baixo do aparo, que conduz a tinta do reservatório até à ponta.
- Caneta de aparo (porta-aparos)
- Uma haste sem reservatório de tinta, na qual se fixa um aparo que se molha no tinteiro.
- Lapiseira
- Um instrumento que contém uma mina de lápis, que se faz avançar à medida que se gasta.
- Safety (caneta de segurança)
- Uma caneta antiga cujo aparo recolhe totalmente para dentro do corpo, o que evita fugas de tinta depois de a tampa ser enroscada.
O aparo
- Aparo de ouro
- Um aparo de ouro, geralmente de 14 ou 18 quilates; o toque costuma estar gravado no aparo (por exemplo, 585 para 14 quilates e 750 para 18 quilates).
- Ponta
- A pequena esfera de liga muito dura soldada na extremidade do aparo, que desliza sobre o papel. Por hábito, chama-se-lhe muitas vezes «irídio».
- Espessura do aparo
- É indicada por letras: EF (extrafino), F (fino), M (médio), B (largo), BB (muito largo). Um aparo oblíquo (O) é talhado em bisel.
- Aparo flexível
- Um aparo que abre sob pressão: o traço alarga quando se carrega, como com um aparo de caligrafia.
O enchimento
- Cartucho
- Um pequeno reservatório de tinta descartável que se introduz no corpo da caneta.
- Conversor
- Uma pequena bomba que substitui o cartucho e permite encher a caneta a partir do tinteiro.
- Saco
- Em muitas canetas antigas, o reservatório de tinta é um saco de borracha colocado no corpo. Com o tempo, endurece e é substituído durante o restauro.
- Enchimento por alavanca
- Uma alavanca na lateral do corpo comprime o saco; ao soltá-la com o aparo mergulhado na tinta, o saco enche-se.
- Enchimento por êmbolo (ou pistão)
- Roda-se um botão na extremidade do corpo para fazer subir um êmbolo que aspira a tinta.
- Sistema aerométrico (Aerometric)
- O sistema das Parker 51 a partir de 1948: pressiona-se várias vezes uma barra metálica que protege o saco.
Os materiais
- Ebonite
- Uma borracha endurecida, material das primeiras canetas de tinta permanente, muitas vezes preta ou marmoreada.
- Celuloide
- Um plástico antigo, muito utilizado entre as décadas de 1920 e de 1950, muitas vezes marmoreado ou nacarado.
- Prata maciça
- Prata em toda a espessura, garantida por uma marca de contraste (em França, a cabeça de Minerva para a prata desde 1838).
- Banhado a ouro, banhado a prata
- Uma fina camada de metal precioso depositada sobre um metal comum.
- Vermeil (prata dourada)
- Prata maciça revestida a ouro.
- Contraste (punção)
- Uma pequena marca batida no metal, que indica o toque (a pureza) de um metal precioso ou o nome do ourives.
- Pasta de vidro (pâte de verre)
- Vidro moído, colorido e recozido num molde; o material é muitas vezes mate e marmoreado. A Daum fez dela uma especialidade.
Os tinteiros
- Godé
- O pequeno recipiente, muitas vezes de vidro ou de porcelana, que contém a tinta no interior do tinteiro.
- Tinteiro de viagem
- Um tinteiro que fecha de forma estanque, para levar a tinta consigo.
- Tinteiro de navio
- Um tinteiro de base larga e pesada, para não tombar.
- Tinteiro de bomba
- Um tinteiro no qual se faz subir a tinta até um pequeno reservatório acionando um êmbolo.
- Bronze de Viena
- Pequenos bronzes pintados em várias cores, muitas vezes animais, fabricados em Viena (Áustria) no século XIX e no início do século XX. «Tipo bronze de Viena» designa uma peça nesse gosto, sem atribuição a Viena.
- Pátina
- A cor da superfície de um bronze, dada pelo fundidor ou pelo tempo.
- Policromado
- De várias cores.
- Mata-borrão de balanço
- Um objeto de escritório arredondado, guarnecido de papel mata-borrão, que se faz rolar sobre a escrita para secar a tinta.
- Estojo de escrita
- Um estojo ou uma caixa que reúne o necessário para escrever: caneta, tinteiro e, por vezes, papel e sinete.
Épocas e estilos
- Carlos X
- O estilo do reinado de Carlos X (1824–1830).
- Napoleão III
- O estilo do Segundo Império (1852–1870).
- Arte Nova
- Um estilo inspirado nas formas da natureza, por volta de 1890–1910.
- Art Déco
- Um estilo de linhas geométricas, por volta de 1920–1940.
- Assinado
- A peça tem a assinatura do artista ou do fabricante.
O estado de conservação
- Novo de stock antigo (NOS)
- Do inglês «New Old Stock»: uma peça antiga nunca utilizada, que ficou no stock de um comerciante.
- Edição limitada
- Uma série fabricada em número limitado, muitas vezes numerada.
- Restauro
- Os trabalhos feitos para devolver uma peça ao bom estado, por exemplo a substituição do saco de uma caneta.